Os desafios da Inteligência Artificial e a Magnifica Humanitas turma 1
Apresentação
A crescente presença da Inteligência Artificial na sociedade e na educação transversal, de modo específico, coloca novos desafios às práticas pedagógicas, à construção do conhecimento, à realização da civilização e à formação integral dos alunos. As oportunidades que oferece exigem uma reflexão crítica sobre a autonomia intelectual, a criatividade, a fiabilidade da informação e a responsabilidade pelas decisões. A encíclica Magnifica Humanitas, de Leão XIV, constitui um ponto de partida para esta reflexão, ao defender a centralidade da pessoa, a dignidade humana e a orientação do progresso tecnológico para o bem comum. Os seus princípios convidam a interrogar o lugar da tecnologia na educação e a preservar o discernimento, a liberdade e a dimensão relacional da aprendizagem. Esta Ação de Curta Duração pretende proporcionar um espaço de reflexão e partilha entre docentes, articulando literacia digital, ética e humanismo. Procura contribuir para uma utilização consciente e pedagogicamente fundamentada da Inteligência Artificial, que valorize o pensamento crítico, a inclusão e a relação educativa.
Destinatários
Educadores de Infância, Professores do Ensino Básico, Secundário e Educação Especial
Releva
Para os efeitos previstos no n.º 1 do artigo 8.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores, a presente ação releva para efeitos de progressão em carreira de Educadores de Infância, Professores do Ensino Básico, Secundário e Educação Especial. Para efeitos de aplicação do artigo 9.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores (dimensão científica e pedagógica), a presente ação não releva para efeitos de progressão em carreira.
Objetivos
Compreender as potencialidades e os desafios da Inteligência Artificial na educação, na formação integral e responsabilidade social. Analisar os princípios da Magnifica Humanitas, relacionando-os com a dignidade humana, a responsabilidade e o bem comum. Identificar riscos associados à utilização da IA, nomeadamente a desinformação, os enviesamentos e a dependência tecnológica. Contribuir para a definição de critérios éticos e pedagógicos para uma utilização consciente, crítica e inclusiva da IA em contexto escolar. Delinear práticas educativas que articulem a IA com a autonomia, a criatividade, o pensamento crítico e a relação humana.
Conteúdos
Inteligência Artificial e educação: oportunidades, limites e riscos. A Magnifica Humanitas: dignidade, liberdade, responsabilidade e bem comum. Ética, pensamento crítico e autonomia perante a desinformação e os enviesamentos algorítmicos. Memória coletiva, património cultural, diversidade e criação artística na era digital. Debate interdisciplinar, com perspetivas da teologia, da história e da etnomusicologia, sobre critérios para uma utilização pedagógica, consciente e inclusiva da IA. A mediação docente na interpretação e validação de conteúdos gerados por IA. Autoria, autenticidade e integridade académica na produção do conhecimento. Preservação da memória e acesso crítico às fontes históricas. Impactos da automatização na expressão artística, na diversidade cultural e nas relações humanas. Análise de situações educativas e partilha de critérios para integrar a IA nas aprendizagens, salvaguardando a participação, a equidade, a criatividade e a responsabilidade individual e coletiva.
Metodologias
Painel e debate. Com João Duque- Professor Catedrático da Faculdade de Teologia da UCP (com polos em Braga, Porto e Lisboa) e Diretor do Centro de Investigação em Teologia e Estudos de Religião (CITER); J. Pacheco Pereira - Historiador, professor, comentador e uma das vozes mais influentes do debate público, é o guardião da memória coletiva através da Ephemera; Susana Sardo - professora catedrática de etnomusicologia, investigadora e Pró-Reitora para a Cultura, Património Imaterial e Multiculturalidade na Universidade de Aveiro (UA).
Modelo
Só participação
Formador
Luís Manuel Pereira da Silva